quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Estranhamento

Prezados colegas.
Aqui vai a primeira tarefa do semestre: escreva um texto com tema livre em que voce exercite seu olhar de estranhamento sobre algum fato, tema, crença ou objeto. O texto deve começar com as palavras "Que estranho é...". Sugere-se que o tema escolhido seja um que voce não costume estranhar e que os colegas comentem os textos uns dos outros. Boa escrita.

25 comentários:

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  2. Que estranho é a modernidade,
    Ou a pós-modernidade, como é mais comumente chamada a atual geração.
    Estranho esse avanço da tecnologia e ao mesmo tempo um declínio do pensar humano.
    Hoje em dia há maquinas tão eficientes que vem deixando o homem preguiçoso... Até pra pensar.
    É claro que a era digital não trouxe consigo só desvantagens, ninguém é louco de não admitir a glória que é o fácil acesso a internet, em qualquer lugar, a qualquer hora, qualquer informação está ao nosso alcance, com apenas um clique! Quebraram-se as barreiras entre os povos, os países, tudo (e todos) pode se conectar, tudo em uma tela de computador, ou claro, de laptops, ipads, enfim.
    Porém eu, que apesar de nova, com apenas 20 anos, ainda estranho certas mudanças, inclusive esse texto, eu precisei primeiro rabiscar no caderno, pra depois me atrever a postá-lo aqui.
    Mas hoje em dia nem todo mundo é tão quadrado assim, o que é bom porque afinal o mundo será cada mais digital, e quem não se adaptar a ele é que vai sofrer as conseqüências.
    A criançada dessa geração, por exemplo, não quer mais ganhar uma bicicleta ou uma bola de presente, ela sabe o que quer e vai direto pro que tem de mais novo no mercado tecnológico, daqui a pouco até os meus bons e velhos caderno e caneta vão virar artigos pra museu.
    Até casamentos já foram realizados por web-chamada... Isso mesmo, “A distância não é mais problema” e isso graças à internet!! Não sei, não sei se foi graças à internet ou se foi a nós mesmo que estamos mudando nosso modo de pensar.
    Eu me assusto sinceramente ao pensar no futuro, um futuro que eu imagino ser robotizado, industrializado, plastificado, onde talvez não existam mais relações de sociabilidade, a não ser virtuais.
    Mas eu espero que não se ofendam aqueles que por acaso abraçam essa geração, esse texto foi só um desabafo do medo que eu sinto daquilo que eu ainda não entendo, daquilo que eu estranho.

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  3. Que estranho é que insistamos em andar com nossas “janelas fechadas” e nem percebemos mais isso! Prezamos tanto, tanto por nossa zona de conforto que fazermos de tudo pra não sair dela porque, afinal ela é nossa e o melhor: é confortável! Porque permitiremos que ela seja atrapalhada?

    Por exemplo, os carros. Dizemos que aqui em Fortaleza é absurdamente quente e, por isso, precisamos fechar nossas janelas pra ficarmos sempre com ar-condicionado. Mas não percebemos que, quando fazemos isso, acabamos nos fechando para todo o resto, os “universos ao lado”, as outras pessoas, paisagens, situações, etc. Não estou dizendo aqui que não se deve ficar com o ar-condicionado, mas sim que precisamos e devemos olhar, ao menos de vez em quando, além dos nosso vidros fumês.

    Muitas vezes, quem pede esmola não recebe nem um “não” mais. Simplesmente ignoramos. E continuamos com a vida, nosso conversa ali dentro, com a nossa trilha sonora, o nosso conforto..o importante é ser feliz! Aliás, o importante é que EU seja feliz!

    Sinceramente, acho que o ser humano foi criado para mais do que simplesmente pensar em si mesmo. E é por isso que faço esse convite para “baixarmos nosso vidros”, onde quer que eles estejam, seja preconceito, seja preguiça, ou conforto, onde quer que estejam.

    Simone Weil escreveu: ”Vemos sempre a poeira na janela, mas jamais a janela em si". O que acontece é que essa janela em questão, essa é grande, tão grande, mas muitas vezes a gente continua sem conseguir enxergá-la. As oportunidades. A vida. As pessoas. O "universo ao lado". Tudo o que tem ao redor. Não tem como não ver isso! Não tem como simplesmente lavar as mãos e deixar a vida passar. Como a gente vê nessas frases clichês: "a verdadeira função do homem é viver, não existir". E é justamente isso! Será que a gente insiste em ver poeiras? Em teologizar/teorizar tudo? Quando é que a gente vai ter coragem de andar na contramão, deixar de ser NEUTRO e conseguir, em tudo, afirmar um ponto de vista?

    De vez em quando me chamam de doido ou maluco, e isso acontece quando me veem chegando ou sainde de algum lugar de bicicleta. “Mas Diogo, você não tem um carro? Cadê o seu carro?”. E quando digo que vendi por que prefiro andar de bicicleta, ser sustentável, poder dar “bom dia” pras pessoas na rua (mesmo quando elas têm medo por acharem que vou assaltá-las!), ver as ruas, prédios, lugares, acontecimentos a partir de outros ângulos e “velocidades”, aí eu sou chamado de doido. Doido por que estou decidido a derrubar algumas de minhas janelas, a tirar meu vidro fumê e poder ver, claramente, o que há no outro lado.

    Lembro quando voltei dos 3 anos no Senegal. Eu vivia em uma aldeia, não tinha água encanada, luz, “velocidade” em nada...e todos se conheciam, se falavam, se importavam. Ao voltar ao Brasil, lembro de ter ido a um shopping num sábado a noite e fiquei chocado. Chocado ao ponto de chorar. Imagina a cena, um homem de 1,90m, chorando, no meio do iguatemi. Eu havia acabado de retornar de um lugar onde as pessoas se falavam, se olhavam, e não só um “oi, tudo bem?”, mas queriam saber da família, saúde, problemas ou bençãos, etc. Meu choque (que os antropólogos vão chamar de choque cultural reverso) é que no Iguatemi, lotado, era “cada um por si”, com seu grupo específico, passos definidos, e ninguém os faria mudar de rumo, baixar um pouco que seja seus vidros, enxergar um pouco do outro lado.

    Escrevo sobre janelas por que, muitas vezes, é a partir delas que vemos o mundo. Dizem que os olhos são as janelas da alma, então aí é que o termo serve mesmo. Escrevo por que quero poder parar um pouco antes que esteja rápido demais para enxergar o que está ao meu redor. Escrveo por que quero ter disposição para ver de outro jeito o que se passa à minha volta. Escrevo por que espero que a minha escrita possa alcançar outros e, quem sabe, ajudar a quebrar alguns vidros e descascar alguns fumês.

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  4. Estranho é...algo que é comum á todos como a morte ser tão estranho causando o emanharado de sentimentos para com a única certeza que possuímos a "partir que nascemos", que é a morte.

    O significado da morte é diferenciado entre diferentes culturas e costumes, o contexto social se modifica, pois o que para algumas culturas a morte é vista como término, finitude, perca, para outras é a passagem para algo melhor, um crescimento esperitual, sendo elaborada uma cerimônia com festejo, alegria, comemoração, e não com tristeza e angústia.

    Em estudos sobre a Tanatologia há diversos conceitos a cerca da morte, mortes reais e simbólicas, morte no sentido empirista e existencialista, a morte pode tomar vários significados e sentimentos, mas o que principalmente se sabe sobre ela que é inevitável. Pois tem-se conceitos que não podem ser provados.

    Pessoas entram em luto por perca de empregos, objetos, parentes, amigos, familiares... Algo que se fazia a algumas décadas atrás sobre o falecimento de familiares que era comum se morrer em casa, tendo a oportunidade de fazê-lo sentirse mais acomodado no ambiente familiar e não ao leito de um hospital, para não acompanhar o definhamento dquele(a) que se ama, o comum é levar ao hospital não somente para receber medicações, mas para ter onde morrer, passar seus últimos dias. Em casa tinha-se as pessoas que amava mais próximas e a oportunidade de despedir-se delas de maneira mais cautelosa, sem precisar de horários de visitas e limites de pessoas, contexto que era comum e atualmente causa estranhamento nas pessoas que sentem essa morte de perto, como se as pessoas que estão vivas e supostamente saudáveis não suportassem o sentimento daquilo que não se pode ultrapassar, superar, nem a pessoas mais rica, bonita, inteligente e entre outros fosse chegar ao final de seu caminho, o sentimento de IMPOTÊNCIA HUMANA. Será que é por medo? Ou mera Vaidade?

    Uma das diversas explicações sobre ter modificado essa ideologia, era pelo grande sofrimento em acompanhar diretamente a morte do seu semelhante sabendo que um dia a "sua vez" ambém chegará.

    A morte é um mistério para as pessoas, para as crenças e religiões, mas sabe-se que inicialmente a maioria teme a ela, talvez por respeitá-la ou por possuir o conceito de "prestação de contas" da vida terrena, conceito abstrato, porém muito concreto em nossas cabeças e em nossas vidas.

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  5. Que estranho é o ser humano! Para começar a origem do ser humano já é uma grande incógnita para muitas pessoas. De onde surgimos? De onde viemos? Há muitos séculos essa duvida existe, alguns acreditam no criacionismo, que diz respeito a religião, onde acredita-se que Deus foi quem criou a tudo e a todos. Uma outra teoria é a evolucionista de Charles Darwin que afirma que todos os seres vivos tiveram sua evolução a partir de um ancestral comum, as mudanças e diferenças entre as espécies ocorreram pelo processo de seleção natural. Outras pessoas ainda preferem buscar tais respostas em seres de outros planetas ou outras teorias.

    A composição do ser humano também é um assunto muito importante e interessante de ser citado. Como conseguimos sobreviver? De que o nosso corpo é composto? Alem de água e outros elementos químicos como carbono,hidrogênio,oxigênio,fósforo e enxofre, o corpo do ser humano é composto por sistemas digestivo,respiratório,nervoso,muscular,urinário,reprodutor e ósseo, todos juntos fazem com que o homem consiga sobreviver no mundo.

    Surgimento e composição a parte, não podemos esquecer o caráter psicológico das pessoas, muitas delas vivem em severos conflitos internos,duvidas intensas sem saber qual caminho é o certo ou errado e qual deve seguir. Além de ter que se preocupar com isso, ainda é preciso se ocupar pensando no que as outras pessoas a sua volta vão pensar de determinada atitude, muitas vezes esquecendo qual é a sua própria vontade.

    Estranho também é perceber a hipocrisia e falsidade de muita gente nos dias de hoje, pessoas que aparentam/fingem ser o que não são, esses exemplos podem ser facilmente observados diante dos políticos que temos hoje no Brasil. Promessas e juramentos que jamais saíram do papel. Que estranho, pessoas que deveriam estar ali representando a população e ajudando o país acabam por fazer exatamente o contrario, desviam os bens que deveriam estar sendo usado para o beneficio da população.

    Uma outra coisa do ser humano que eu também não consigo entender é o preconceito, é uma atitude a tudo que foge dos “padrões normais” de uma sociedade.Seja ele preconceito racial,sexual,social,religioso, em relação a mulher ou deficientes e etc. Como é possível descriminar uma pessoa descriminar a outra por causa de pequenas diferenças que não as diferem em nada? O que falta nos dia de hoje em dia é tolerância de uns com os outros. Respeito é a palavra ideal, independente de qualquer coisa, se todas as pessoas conseguissem ter respeito entre si, sem duvidas conseguiríamos viver muito melhor em sociedade e consequentemente teríamos um mundo melhor.

    Para finalizar, vou enfatizar um outro ponto que também me leva a estranhar o ser humano é como o homem destrói a natureza inconseqüentemente. Onde será que esta a razão dessas pessoas? Eles não conseguem ver que destruindo a natureza hoje, também estão destruindo as vidas de amanhã? Poluição de rios,lagos ,mar,solo e ate mesmo da camada de ozônio, queimadas, derrubadas nas principais florestas, extinção de animais, aquecimento global... onde será que tudo isso vai parar? E pior, quais conseqüências iremos ter futuramente? Aos poucos a natureza esta respondendo essas ameaças através de grandes catástrofes naturais. É preciso tomar consciência de que não da para continuar dessa forma, se cada um fizesse a sua parte, mesmo com simples atitudes, como por exemplo, reciclar o lixo, não jogar lixo nas ruas e preservar o meio ambiente, com certeza conseguiríamos ter um futuro melhor e mais saudável para a nova geração que virá.

    Espero que o ser humano se torne um pouco menos estranho, prestem atenção nas atitudes que estão tendo nos dias de hoje e tentem reverte-las urgentemente para que um dia possamos ter um mundo melhor.

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  7. Que estranho é o tempo.
    Ver tudo andar, correr, voar, seguir, trilhar, descobrir, mudar, partir, passar... Passar!
    Que estranho é saber que construímos o tempo e que somos levados e conduzidos, por ele, ao mesmo tempo. Somos construídos ou destruídos?
    Dizem que as águas de um rio nunca são as mesmas de outrora. E o tempo... qual água existe dentro dele, que passa por nós, em nós, sem sabermos? É possível nadar contra à corrente ? O que somos neste rio? A água ou o barco?
    Ah o “para sempre”... Que bom seria se cada um de nós tivesse uma pasta, ou um lugar onde pudéssemos guardar, para durarem “para sempre”, algumas coisas. Sempre que eu estivesse triste, atordoado, com medo, correria e me esconderia em busca de abrigo. Será que saberíamos utilizar? Será que saberíamos seguir em frente, construir um “amanhã”, com parcelas do passado ainda presentes e ao nosso alcance? Ás vezes, vendo fotos antigas, de momentos felizes com pessoas caras, me pergunto angustiado: “Alguém poderia inventar a Máquina do tempo?!! “ ao mesmo tempo, me questiono se conseguiria viver fora dela. Penso que esse lugar já existe, funciona da maneira como deve funcionar, e se não me engano se chama MEMÓRIA.
    Então é esta a solução? Viver o hoje? O Agora? Viver este instante único, precioso, caro, irrepetível... que vai passar? Que grande desafio. Podemos vencer?
    Somente mais uma pergunta: Existe algo eterno? Ou melhor, existe eternidade? Algo que foi ONTEM, é HOJE, e SEMPRE SERÁ ? Sim.
    Acho que já estou mais conformado. Ainda estranhando você, ó Tempo. Mas quero conhece-lo e aproveita-lo, da melhor maneira possível. Quero viver o hoje, aprendendo com os erros do passado, preparando o futuro.

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  8. • Que estranho é a marca na vida das pessoas, ou melhor, dizendo suas várias marcas que vem junto com suas bagagens e suas tatuagens, seus amores e seus ódios. Tudo chegando junto, em um só ser e um só vida. Mas que estranho é viver tudo isso é uma só existência. Que estranho é sentir esfolado por tudo que você viveu, mas ao mesmo tempo se sentir tão feliz por ter vivido aquelas marcas triste que passaram e te tornaram o que são hoje. Que estranho e bom ao mesmo é a ter a certeza das reticências da vida, que tudo que o ruim e bom pode ter ou não pontos finais. Que estranho é começar uma nova fase ver o que você deixou para trás e conhecer o seu novo eu, mais maduro, mais vivido e também mais doloroso, mas como é bom sentir toda essa mistura de sensações dentro de você mesmo. E talvez seja exatamente isso que a vida seja, essa mistura louca e arrebatadora do que se é do que se viveu e do que será. Que estranho é ver aquilo que um dia foi tão ruim se transformar em uma coisa tão boa; ver seus sonhos se desfazerem e se refazerem de outra forma que nunca foi imaginada diante dos seus próprios olhos. Mas que bom que a vida nos causa estranhamento a todo o momento, a cada segundo, a cada mudança no seu ciclo, no nosso ciclo. Que estranho é você reclamar a 'Deus' ou a qualquer coisa que você acredite que ele te tirou alguém que foi embora pra sempre ou simplesmente por sua escolha, mas ver que ele te livrou de várias coisas. Essa roda gigante da vida nunca para, gira as vezes mais rápido outras vezes nem tanto, mas segue como um ciclo de cores e momentos. Que estranho são as pessoas que fingem que não se tocadas por isso que a vida traz a todo instante como se fossem pedras impossíveis de serem furadas e que nunca se libertam daquele mesmo local onde estão completamente paradas e vendo a vida passar. Talvez isso seja a vida, passageira, independente de crenças. A magia da nossa memória e do nosso coração de lembrar que tudo que vivemos, o queremos e o que não queremos as pessoas que foram e que virão. Como se o tempo fosse um estranho que apagasse tudo que a gente viveu, mas sempre deixando um rastro de vida, de luz, seja para nós ou até para alguém lá futuramente. E que não seja estranho recomeçar nunca, reviver nunca, e mesmo apesar tudo continuar com o meu amor e a mesma paz no seu peito. Que seja sempre estranho ver a vida passar pela janela.

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  9. Que estranho é o amor.Às vezes amamos pessoas ou coisas que nem entendemos porque amamos,mas quando amamos nos tornamos pessoas melhores,vivemos melhor e aprendemos a valorizar desde as pequenas coisas.O amor é capaz de tantas coisas.Por amor somos capazes de tantas coisas.Fico pensando na frase :"O amor é cego",talvez porque nos faz ter afeição,carinho e cuidado por algo muitas vezes inusitado.O amor não enxerga aparências,por isso dizem que ele é cego.Eu concordo,mas acho o amor muito sábio porque nos faz ver o interior das pessoas e amá-las por quem elas são e nos faz buscar a essência das coisas,apreciar o simples e viver de forma simples.Não sei se é possível viver só de amor,mas é impossível viver sem amar.Fico encantada com as várias formas do amor.O amor dos pais pelos filhos,que amor é esse que nos ama mesmo antes da nossa existência e se estende até o fim?Amor incondicional.O amor entre duas pessoas,pessoas diferentes,a convivência não é fácil,mas o amor supera,perdoa,ensina.O amor pelas vidas que gera o desejo de ajuda,a doação...esse amor está faltando,esse amor traz paz!O amor é o sentimento que nos move.Há uma passagem bastante conhecida na Bíblia que diz:"Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência;ainda que eu tenha tamanha fé,a ponto de transportar montes,se não tiver amor,nada serei."Os nosso atos sem amor de nada adiantam.A nossa vida sem amor,o que é?O amor é um sentimento poderoso.são estranho os seus efeitos,mas não há nada melhor do que amar.Não há nada que nos faça melhor do que podermos amar e sermos amados.

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  10. Que estranho é... uma casa... por que, afinal de contas, o que é uma casa? É apenas uma estrutura feita de tijolos, ou madeira , ou barro? Mas há pessoas que dormem em um ambiente revestido de papéis e panos, por todos os lados (acima, abaixo, na esquerda e na direita), com o teto constituído por tais materiais. Estas pessoas não possuem casa? Ou esta é a casa delas? E as pessoas que moram embaixo de uma poente, de um viaduto... não possuem casa? Ou a casa destas pessoas são estes locais? As pessoas que viajam todos os dias, como, por exemplo, cantores, não possuem casa, pois estão sempre hospedados em locais diferentes? Ou sua casa é o meio que usam para se deslocarem, como ônibus, já que estes são utilizados constantemente? Mas se eles viajam em diferentes, por exemplo, então sua casa não seria um ônibus, mas sim a figura de ônibus? De que é preciso, afinal de contas, haver em um lugar, para que este seja uma casa? Ou não é possível que uma casa não seja um local fixo, com suas paredes, teto, chão e outras coisas mais? Ao comparar todas as situações expostas, surge outra questão: estamos dentro da casa ou ela é que está dentro de nós? Mesmo que pensemos não possuir casa, sempre estamos em uma? Um garoto de rua, por exemplo, possui ou não possui casa? Se as casas estiverem dentro de nós, elas mudam quando mudamos? E estivermos dentro delas, por que elas, então mudam? Fazemos parte da casa ou ela faz parte de nós? Ou ambos estão entrelaçados, dependem um do outro? Creio que a família possa ser um bom exemplo para essa situação, pois fazemos parte de uma, ao mesmo instante em que carregamos valores que nos são transmitidos por ela, não? Portanto, uma casa pode não ser física? Mas as pessoas que constituem uma família são físicas também. E agora? A família pode ser uma casa ou a família está em uma casa? Ou então, se a família for uma casa, seria uma casa constituída por várias casas, pois cada pessoa teria uma casa (diferente) em si? Se for possível, como se pode chegar à criação de uma casa (família)? Afinal de contas, o que é uma casa? É possível não possuir casa?

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  11. Que estranho é pensarmos que, mesmo com todos os vínculos e com todas as influências externas, somos compostos apenas por nós mesmos, de forma que cada pessoa possua um organismo que a delimite totalmente dos outros seres.

    As pessoas costumam saber que parte delas é construída – mas não, constituída – por outros indivíduos que as cercam. Mas por que os outros não poderiam ser, de fato, parte do que somos? Sim, eu sei, pessoas possuem sua individualidade. Possuem um organismo próprio. Controlam-se, normalmente, de maneira direta. Têm suas próprias doenças, que são sentidas por elas mesmas. Mas teríamos um organismo com força suficiente para existir de maneira autônoma, criando delimitações realmente rígidas e eficientes entre o “eu” e o outro?

    Por exemplo: sabemos que há pessoas que, de alguma maneira, fazem parte de nós. Vínculos realmente fortes. Pessoas que, mesmo que indiretamente, interferem bastante em vários aspectos de nossas vidas. Algumas vezes, temos o poder de interferir, também, de forma significativa, na vida dessas mesmas pessoas. Ah, mas apenas interferimos. O comportamento delas foge do nosso controle. Seria isso, então, motivo suficiente para dizer que não são, de fato, parte de mim?

    Ah, o organismo. Elas têm o dela, eu tenho o meu. Mas e as sensações que elas me causam? E todos os pensamentos voltados para elas? E todos os detalhes relacionados a elas que fazem parte de minha própria existência? Sim, sei que essas pessoas não representam uma condição necessária para que eu exista. Porém, tenho consciência de que, sem elas, eu seria diferente. Não seria quem sou. Seria mais incompleta, talvez. Se não possuo um braço, uma perna ou, até mesmo, certas partes do cérebro, ainda posso existir.

    Enfim, é estranho achar que as pessoas não se “misturam” e que não é possível ignorar certas delimitações do organismo. Não temos controle total sobre os atos alheios? Nem sobre os nossos, nós temos, mesmo...

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  12. (Comentário sobre o texto da Babi)

    Concordo que o amor nos faz ver além das aparências. Talvez cego mesmo seja quem não consegue amar, né? Gostei do teu texto. ^^

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  13. Que estranho é o estranhamento.
    Estamos quietos, tudo calmo, tudo em ordem e de repente algo que nos é tão familiar, tão comum, torna-se estranho. Talvez não seja assim tão de repente. Talvez comece devagarzinho. Mas o certo é que, uma vez que tenha se instalado, esse tal de estranhamento não nos deixa e nunca mais vemos aquilo como víamos antes. Como se diz popularmente: caiu o véu.
    Lembrei-me da estória do rei nu de Hans Christien Andersen, ou melhor, “A Roupa Nova do Rei”. Nela um rei vaidoso e alguns malandros gananciosos se unem e terminam satisfeitos, cada qual com seu quinhão. O rei ganha uma roupa que só os inteligentes veriam e os larápios saem com uma pequena fortuna por adornar a “beleza” do rei com o manto da “sabedoria”, a roupa transparente. O que não contavam era que um menino, com sua inocência e insolência, típicas da idade, estragasse esse casamento de desejos. Durante o desfile de apresentação do novo traje ele simplesmente gritou que o rei estava nu. E a população, reconhecendo o óbvio, passou a gritar e fazer troça com o rei, dizendo que ele estava era nu.
    Depois disso como ver a roupa do rei ?
    Vou tomar este como sendo o exemplo clássico de estranhamento. Depois do grito do menino, ninguém conseguiu mais ver a roupa do rei.
    Estava tudo em ordem até que aquele menino - aquele que costumava fazer aquelas perguntas que deixava os adultos sem respostas, aquele que foi adormecido pelas roupas do conhecimento, da inteligência, aquele que resistiu o quanto pôde atrás do seu passarinho azul (referência ao livro “Pinóquio às avessas”, lido em sala) - acorda e, de cima da árvore, numa posição privilegiada, próximo do seu sonho, não enxerga a roupa do rei. Mas este menino não grita, apenas sussurra, temeroso com o que pode lhe acontecer (veja um outro fim da estória da Roupa Nova do Rei por Rubens Alves, no link http://www.rubemalves.com.br/oreinu.htm) .
    Aqui dentro o meu menino já me sussurrou muitos estranhamentos. Cada vez que isso acontece passo a ver as coisas de uma forma diferente e passo a “estranhar” a maneira como via antes. Sem retorno. E o rei fica nu diante dele. E o meu rei fica nu diante de mim.
    Um dia quando meu menino não temer mais o que nós adultos podemos fazer com eles pedirei para que desça da árvore e grite para vocês que o rei está nu e assim dividiremos nossos estranhamentos e riremos da nossa própria nudez.

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  14. Que estranho é o fato de o preconceito ainda ser muito presente nos dias de hoje, as mulheres mesmo apesar da luta histórica pelo seu espaço na sociedade e por hoje em dia ter comprovado de que é capaz de ter uma profissão e não apenas ter a função de ‘cuidar da casa’, ainda é vítima de certas formas de preconceitos como ao dirigir um carro, brincadeiras á parte, existem pessoas que não estão brincando quando dizem que direção não é coisa de mulher, se alguém atrapalha o trânsito sugere-se logo dizendo: ‘só pode ser mulher...’, como se a mulher fosse mais burra que o homem...outra cena também que acho estranho é o fato de que se algum filho fizer alguma coisa errada, a culpa é da mãe que não educou direito, que não estava presente, que não acompanhou...e me pergunto e o pai? Porque o filho é dos dois, quem tem que conviver, educar e orientar são os dois, então logo a responsabilidade é dos dois.
    Outro preconceito é a homofobia, esse tem atingido graves conseqüências, como pessoas que se acham no direito de bater no outro porque este não tem os mesmos ‘gostos’, sendo que eles não têm nada a ver com a vida deles, cada é livre de ter sua religião, seu time de futebol, sua opção sexual, sua cor de cabelo, jeito de vestir, etc...fora a agressão física, a emocional também deixa marcas, a exclusão, o ‘xingamento’, a humilhação, sendo que muitas vezes essas agressões são oriundas da própria família, outro fato que acho estranho, como os pais tratam mal quando descobrem ou são informados da homossexualidade dos filhos, parece que não conta se eles são bons filhos, se tiram boas notas, se são boas pessoas, parece que tudo isso não importa.
    Acho estranho, que pessoas falem mal, humilhem, tratem mal, excluam alguém porque esse alguém tem alguma coisa de diferente delas. Como se todo mundo tivesse que ser igual, gostar das mesmas coisas, se vestir do mesmo jeito, e o pior é que as pessoas sabem que ninguém é igual a ninguém, mas mesmo assim excluem e têm preconceito quando surgem as diferenças. Isso eu acho muito estranho.

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  15. Que estranho é para mim depois de 16 anos voltar a estudar, me sentar em uma sala de aula, onde todos são bem mais novos do que eu, a linguagem é outra, onde sou chamada de senhora, ter professores da minha idade; ou até mas novos do que eu.
    Que estranho é, no primeiro semestre de aula, perguntar à alguém onde deveria pegar o boletim,e receber como resposta se eu queria dizer as notas,mas claro que é na internet,claro!!!
    Que estranho é, ver que a vida passa, mas as conversas são as mesmas, a moda vem e vai, os agrupamentos e panelinhas continuam, a oportunidade de fazer amigas novas, aprender algo, ensinar, não aceitar tudo que os professores falam como se fossem verdades absolutas. Questionar, filosofar…filosofar, no meu tempo,era para pessoas inteligentes; que liam bastante, argumentadoras, nunca pensei na filosofia com sendo uma atitude de interrogar.Percebi que passei a vida filosofando. Fiz muitas perguntas, achei a verdade, nela tenho permanecido, e tem me trazido muita alegria ao meu coração, sei que sem ela não conseguiria viver.
    Muito estranho é , ter que colocar textos em blogs, que não tenho nem noção para onde vai. Estranho é ter minha filha me ensinando o caminho da modernidade.Que estranho é ,que isso tudo parece tão normal para todos, onde tudo isso vai acabar?será que isso se tornará normal para mim?Que estranho é, que estou começando a gostar da tecnologia.
    Que estranho é, que isso que estou falando possa parecer muito estranho para outros ,mas já estive nessa posição; onde olhava para as pessoas pensando em que mundo vocês estão vivendo.
    Que estranho é que já estou começando a me adaptar ao ritmo da faculdade, mas as coisas continuam mudando.
    Que estranho é que a vida passa como orvalho que de manhã está presente,e dentro de poucas horas já se foi. Que estranho é, que isso tudo parece tão distante de nossa realidade, mas quando nos damos conta, já faz parte de nosso presente.
    Que estranho que não percebemos que estamos em constante mudanças, não somos mas os mesmos. A vida continua , e temos que aprender a lhe com essa constante. Tudo isso e muito estranho…mas estranhamente fascinante.

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  16. Que estranho é viver nessa sociedade super moderna, na era das grandes tecnologias, progressos científicos, grandes conquistas, no entanto a vida tem passado despercebida. As pessoas vivem sem ter tempo para elas mesmo.
    Ás vezes saio a noite pelas ruas do centro da cidade em busca daqueles que a sociedade rejeita, levando quentinhas e água para poder saciar temporariamente a fome física de tantos homens, mulheres e crianças que moram ali naquelas calçadas.
    Que estranho é ver a “sociedade ‘progredir” de forma tão rápida e perceber que inúmeras pessoas não tem onde morar, ou sequer o que comer. Na nossa bandeira tem escrito: Ordem e progresso. E a cada dia a violência aumenta e o tão sonhado progresso parece intangível para os olhos de tantos que não tem mais esperança de uma vida melhor.
    Que estranho é ver as crianãs aprenderem desde cedo matemática, português, história mas não são educadas para a vida. Nós temos uma visão superficial de mundo enquanto estamos sentado na varanda de nossa casa sendo influenciados por uma mídia sensacionalista e achamos que de fato vivemos em uma sociedade moderna...
    Se quisermos qualidade em algo precisamos pagar, seja a educação, saúde, e alguns pagam também pelo sexo. São os famosos tempos modernos de Ipad, Ipod, Iphone, notebook, netebook. Hoje cada qual tem o seu e ao invés de parar e conversar com as pessoas pessoalmente conversamos digitalmente, nos tornando cada vez mais individualistas.
    Antigamente existia algo chamado aniversário, quando chegava esse dia os amigos, parentes iam para a casa da pessoa, ligavam, e hoje pra que sair de casa se posso mandar uma mensagem no celular ou no facebook? E assim vamos nos afastando e perdendo os laços uns com os outros.
    Estranho é perceber que o ser humano tem perdido cada vez mais o seu valor de SER UM HUMANO!!!!
    Que estranho é também o tempo, essa força que nos une e separa. Que traz saudade e também nos faz cair no esquecimento. Que estranho é dedicar nove anos da minha vida a uma causa e hoje não acreditar mais nela, e tantos que vi entrar e sair por um portão é estranho ver que agora sou eu quem irá passar por ele. Estranho ver meus sonhos, lembranças e saudades daquele lugar se resumirem a um adeus frio, rápido e sem jeito...
    Mas estranhamente a vida segue seu rumo e eu estranhamente procuro viver meus dias...

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  18. Que estranho que é, acordar com os primeiros raios da manhã, sentir a brisa leve que acaricia o meu rosto inalar o cheiro de chuva no asfalto seco, parece terra molhada, observar o movimento na rua, um carro depois outro, um vendedor de lanches, o barulho de alguns animais, cachorros, gatos, alguns pombos, pássaros que aproveitam a calmaria e cantam, beliscam, limpam os bicos, coçam debaixo das asas, andam literalmente no asfalto livre de carros e de pessoas.

    Que estranho que é, ver o sol nascer espalhando seus raios por toda a cidade, se abrindo como um grande leque a enfeitar o céu, as flores enchem de colorido o jardim. Que estranho é ver na cidade grande borboletas e beija-flores sugando o néctar das pequenas roseiras que insistem em crescer em estreitos vasos de concreto.

    Que estranho que é, observar que ainda temos inúmeros bem-te-vis que cantam bem alto desafiando e como de propósito dispostos a acordar os moradores do meu prédio, eles são perfeitos, papos bem amarelinhos e os exibem com altivez, se orgulham por dominar o mundo. Sabe-se que os bem-te-vis vivem na América do Sul, América Central e América do Norte, conseguem driblar a poluição as intempéries climáticas e viver nos campos e cidades.

    Que estranho que é, apreciar pequenas lagartixas se arrastando no solo do piso industrial, transitam livremente nas garagens, sacadas e jardins, botam ovos, se alimentam não sei de que, sobrevivem com suas características que lembram os dinossauros, há muitos anos em nosso condomínio como proprietários legítimos.

    Que estranho que é, olhar por entre marquises de cimento alguns ipês-amarelos que no final de setembro eles se desmancham em flores, não se vê uma folha, só flores, o chão todo coberto espalhando um doce aroma, vejo duas palmeiras imperial que ostentam a beleza das eras passadas, quanto mais velhas mais belas.

    Que estranho que é, olhar da minha varanda um velho oitizeiro de mais de quinze metros de altura que se enche de frutos, alimentam pássaros e morcegos, no alto dos seus galhos dá para ver outro tipo de vegetação trazida por morcegos e que enfeitam mais ainda a sua copa.

    Que estranho que é, admirar toda essa natureza numa selva de pedra. Paisagens dignas de exposição, belezas naturais que lutam por um lugar, resistem, energias que se misturam e compõem o ritmo da vida, se cada um de nós conseguisse parar alguns segundos para interagir um pouco mais, tão felizes seríamos.
    Comentário:


    Voltando da Unifor, no meio de um transito caótico, observei um adesivo em um carro que dizia: “Talvez a mudança que você procura no mundo esteja dentro de você” segui vários quarteirões pensando nessa mensagem, o que se procura tanto? Onde está o que procuramos? Por que exigimos tantas mudanças? De quem, para quem e para que? O que o ser humano busca de verdade? O que realmente se deseja? Cobramos tanto dos outros e de nós, por quê? Corre-se tanto, Corremos em várias direções, temos pressa, muita pressa, ansiosos, aflitos, com medo de tudo e de todos. É necessário fugir dos problemas e é necessário resolve-los. Que tal olhar para dentro de nós e conhecer os segredos dos mais íntimos pensamentos. Talvez estejamos obssecados pela conquista do material e completamente esvaziados do espiritual. É necessário uma mudança, é preciso tentar!

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  19. Que estranho os Guaxinins não serem deuses. Estruturalmente viris, psicologicamente inatingíveis. Dotados de uma descêndencia gloriosa desconhecida, possuem, ou não, o que os seres humanos mais procuram: estabilidade universal.

    Deverás parar de ler se sua ignorância não o permitir de aceitá-los. Sente-se que és superior? Talvez só em tamanho, mas eles o responderão: deveras eu ser pequeno, mas como posso entender seus níveis de relatividade se a vossa ignorância é gigantemente inatingível?
    Paz?! Guaxinins não procuram paz. Eles são a Paz. Humanos de mente fraca não entendem que seus problemas estão dentro de si mesmo e não nos outros. Seus atos medíocres são puro teatro. O verdadeiro triunfo está no auto-controle, eles diriam.

    E pensas que estais seguro, confortável e feliz? Não... o universo que você criou só é mais uma ilusão. Ilusão porque as coisas acontecem e acontecem na sua frente, mas você insiste em achar que estais concentrado... que estais aí a entender tudo e a todos... que achas que seu poder de julgamento é só seu e somente seu. Cala-se e durma, eles aconselham.

    Durmas! DURMAS! Durmas porque só seu subconsciente é o mais capacitado pra lhe falar a verdade. Infelizmente ainda 99% distorcida, mas 1% é sua esperança. Se não a queres então fujas e fique acordado sendo falsamente julgado e amado.

    Se conseguistes os 1%. Parabéns, seus primeiro passo foi dado, mas a maratona só está começando. Tal maratona os Guaxinins já a fizeram. E com esse triunfo, farão a mudança do pensamento universal, através de medidas.

    Medidas não faladas, mas medidas interpretadas. A ignorância da maioria não entenderá e nunca saberá do que se trata. Agonizarão até a morte por causa da fome mental. Mas os que já iniciaram a maratona ganharão seu copo d’água.

    As máscaras já estão sendo usados pelos Guaxinins desde seus ancestrais. E a humanidade merecedora há de usá-las também.

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  20. Que textos incriveis. Parabens a todos os que já postaram e aos que ainda postarão. Precisamos decidir o que fazer com esses textos

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  21. Que estranho é o aniversário. O que é isso? Uma data? Uma festa? Uma música? Tudo isso? Que estranho o que é isso mesmo?
    As pessoas normalmente em um único dia do ano comemoram a sua vida,o seu nascimento, ou melhor a sua idade. Idade? Como sabemos o que é idade? É porque marcamos aquele mesmo dia no calendário a cada ano? A minha idade é contada de três diferentes formas, a do tempo, ou seja, a cada ano que passa a que eu acho que tenho, e a que os outros pensam que eu tenho. E você?
    Engraçado como sempre pensamos em milhões de coisas que gostaríamos de fazer e depois não fazemos mais por vergonha da idade que se tem. Eu não vejo nenhum problema, lembre-se a vida é única e é melhor arrepender-se pelo que fez do que ficar pensando no resultado se tivesse feito.
    Voltando para o aniversário, por que uma festa somente no dia que você nasceu? Se nos outros dias você enfrenta vários problemas, se supera a cada um deles e corre riscos diários de perder a própria vida nessa cidade maluca em que vivemos? Essa única festa no ano me faz pensar que nos outros dias não é nada, que não merece saúde, paz e felicidade, que é aquilo que sempre te desejam nesse dia.
    É muito estranho pensar em comemorar esse dom da vida em um único dia, e não se deve pensar que o tempo passa rápido demais e que você está envelhecendo sem aproveitar a vida. A cada dia agradeça aos seus familiares e amigos por eles estarem sempre ali presentes do seu lado nos melhores e piores momentos de sua vida. E curta não somente o seu aniversário e sim todos os dias em que você abre os olhos e respira!

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  22. ESTRANHEZA

    Que estranho é viver, que estranho é abrir mão do nosso bem mais precioso: a vida!
    Acordamos, abrimos os olhos, respiramos e nos damos conta de que mais um dia começou, e que temos pela frente uma série de escolhas que acarretará consequências.

    Mas para falarmos da vida, temos que entender o que é estar vivo - Para você, o que significa estar vivo, o que significa vida?!
    Sabemos que para essas perguntas existem vários subjetivos incluido em várias respostas. Eu posso dizer que no meu coração estar vivo é ser livre, se sentir livre, sou livre! Então eu posso tomar conta de mim, ser dona dos meus atos, assumir minhas responsabilidades, tendo a verdade de que tudo o que colho fui eu quem plantei. E em posse dessa verdade encontro ai a minha verdadeira liberdade e assumo minhas decisões com boa fé, sem culpar terceiros por qualquer desventura que venha me acontecer.

    E quando decidimos não decidir, quando abrimos mão da liberdade?! Será que abdicamos da plenitude por falta de corajem pra se ser, pra ser livre?! Acredito que quando lutamos por nós escolhemos ser, existir, com todos os sentidos da palavra. Me estranho quando encontro pessoas que são apenas sombras do que poderiam ser, e me estranho quando encontro pessoas que foram e deixaram de ser, e fico triste quando vejo que querem voltar mas que já não têm forças para se erguerem, dominados por uma angústia que aprisiona, por fim, levando a pessoa a querer transceder daqui, deixando o amor passar, deixando o tempo passar, e descem do trem, apenas para assistirem a ida, a partida, por que já não são mais capazes de tomar a direção dessa locomotiva que é grande, faz barulho, enguiça, mas que continua a andar e não olha para trás na certeza de que sempre haverá novos horizontes.

    Se me perguntares - você vive? te responderei - acordo todos os dias para lutar por mim e não tenho vergonha de ser feliz, pois tenho a certeza de que estou sempre caminhando, as vezes com grande força, as vezes na primeira marcha, sempre errando, acertando, aprendendo. E para terminar, eu fico com a certeza de que vale apena viver, sabendo pois, que a vida é muito bela mesmo com as suas certezas, incertezas, mesmo com a sua estranheza.

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  24. Que estranho é o mundo em que vivemos! Isso sim é uma coisa esquisita! Vocês acham normal andar dentro de latas sobre rodas? Falar em um aparelho e sua voz ser enviada através de um sinal para outro? Voar em coisas que deviam ser incapaz de sair do chão de tão pesadas? Minha nossa, que coisa esquisita. Nós convivemos com isso, já nascemos inseridos nesse mundo 'moderno', achamos normal. Mas esquecemos de como era pra ser, do equilíbrio natural, dos animais, da natureza.. e eu não estou falando só do seu animal de estimação e do seu jardim! Estou falando das florestas, dos animais selvagens, da cadeia alimentar! Dessas coisas que realmente são pra existir!

    Não nos damos conta que estamos desmatando para construir blocos de concreto, moramos em casas que ficam em lugares aonde era o lar de animais antes. Somos tão sínicos que se aparece um bicho em nossa casa nos irritamos, mas nós que destruímos a casa deles, eles devem ir pra onde? Matamos e matamos muito para consumir diversas carnes que nem são necessárias em nosso cardápio, que podemos sobreviver muito bem sem. Matamos para usar objetos com a pele desses animais, para algumas pessoas um urso nada mais é que um tapete! Quão estranho é isso?

    Cachorros e gatos abandonados, crianças se divertindo matando passarinhos com estilingues. Hoje em dia, famílias inteiras moram nas ruas, dormem no chão, pedem esmola, passam fome e frio, mais estranho que isso só os outros que passam em seus carros com os vidros fechados, que olham e fingem não estar vendo, como se seu mundo fosse outro. Esse mesmo que ignora o sofrimento desses miseráveis vai a uma igreja e chama todos de irmãos, filhos de Deus, achando que bastando isso ele tem seu lugar guardadinho no céu. Estranhos mesmo são os que acham tudo isso normal.

    Comecei a escrever inúmeros textos e não gostei de nenhum, mas como não aguento mais olhar em volta e achar tudo estranho, vai esse mesmo!

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  25. Ser normal! Na verdade o que é normal? O que é o Ser normal? Bom, de maneira simplificada ser normal é seguir determinados regramentos, determinadas convenções impostas por uma sociedade, e que por sua vez diverge de cultura para cultura.

    Se pensarmos bem, ser normal é algo no mínimo curioso. Tendo em vista que o Ser normal abdica dos seus desejos para se limitar as regras de determinada sociedade. Como podemos seguir normas que vão de encontro com os nossos “instintos”? Já parou para pensar que a grande maiorias das regras castram os nossos desejos?

    Não quero de forma alguma alegar a favor ou contra as normas, mesmo por que somos o que somos hoje por conta delas. Aliás, nos dias atuais é impensável viver de forma desregrada, foi necessário que houve a castração para que hoje pudéssemos nos nomear “evoluídos”. Mas isso não tira o estranhamento diante do fato, tendo como referencia nosso instinto de animal.

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