Está entrando no ar o blog da disciplina de Psicologia Social II do professor Marcio Acselrad. Fiquem a vontade, a casa é vossa. Postem, comentem, sugiram links, retweettem, etc. Nosso objetivo é discutir questões relacionadas ao homem em sociedade e à psicologia social em todas as suas possiveis dimensões, alem de mostrar que o estudo pode e deve ser lúdico, interativo, divertido. Sejam bem vindos.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Uma nova concepção de homem para a Psicologia
Galera, aqui está o resumo do primeiro texto da coletânea de textos. É o da Silvia Lane.
Foi massa sair da sala!
Xêru!!
A Psicologia Social, na década de 50, cabia dentro de duas tendências predominantes: primeira a pragmática e segundo a filosófica. A Psicologia Social teve dificuldade de aceitação, tendo em vista que logo surgiram questionamentos a respeito de não conseguir intervir, explicar ou ao menos prever comportamentos sociais.
A Psicanálise entra em jogo e também faz uma crítica, alegando que a Psicologia Social seria uma ciência ideológica, e crítica também o positivismo por perder o ser humano em nome da objetividade.
No inicio o Brasil oscila entre as vertentes, porém a partir de congressos interamericanos o Brasil começa a construir a sua própria vertente.
A ideologia nas ciências humanas
As diversas vertentes que as ciências humanas percorreram, do positivismo na procura da objetividade dos fatos. A ideologia, como produto histórico que se cristaliza nas instituições, traz consigo uma concepção de homem necessária para reproduzir relações sociais, que por sua vez são fundamentais para a manutenção das relações de produção da vida material da sociedade como tal. Se a psicologia apenas descrever o que é observado ou enfocar o indivíduo como causa e efeito de sua individualidade, ela terá uma ação conservadora, estatizante, ideológica, quaisquer que sejam as práticas decorrentes.
A psicologia social e o materialismo histórico
Nem o positivismo nem o subjetivismo deram conta de explicar o homem criativo e transformador. Torna-se, necessária, uma nova forma de compreensão que conseguisse explicá-lo. Daí a procura de uma psicologia social que partisse da materialidade histórica produzida por e produtora de homens.
A partir de críticas à psicologia social “tradicional”, percebemos dois fatos fundamentais:
1. o homem precisa relacionar-se com outros homens para sobreviver
2. a sua participação no meio depende da aquisição da linguagem
Decorrências metodólogicas: a pesquisa-ação enquanto práxis
- Pesquisador e pesquisado se definem por relações sociais; desta forma, conscientes ou não, sempre a pesquisa implica intervenção, ação de uns sobre outros.
Toda psicologia é social
Esta afirmação não significa reduzir as áreas específicas da Psicologia à Psicologia Social, mas sim cada uma assumir, dentro das suas especificidades, que não se pode conhecer qualquer comportamento humano isolando-o ou fragmentando-o, como se este existisse em si e por si.
A autora conclui com essa afirmação, reafirmando que o homem, dinâmico, intenso, criativo e transformador, é transformado e influenciado pelo que o rodeia. Estuda e é, ao mesmo tempo, objeto de estudo.
E, como Marx foi citado algumas vezes pelo prof. Márcio, por que não finalizar com uma frase dele?
"Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência". Karl Marx
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Parabenizo o seu poder de síntese.
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