Depois da aula de hoje, pensando no assunto sobre inventar e descobrir, me veio à mente o conceito de doença, seja física ou psicológica. Uma pessoa vai ser considerada doente ou não de acordo com a sociedade na qual ela está inserida. Em alguns lugares, por exemplo, determinadas doenças que existem por aqui não são reconhecidas. São como se não existissem e não têm, sequer, um nome, mesmo que a realidade objetiva seja a mesma de locais que "possuem" tais doenças. Nesse caso, seriam doenças que já existem, faltando apenas serem descobertas? Ou essas doenças realmente não existem ainda e só passarão a existir quando e se forem inventadas? As coisas são o que são, mas tornam-se diferentes do que eram depois de serem “descobertas” e nomeadas? Pensei em uma resposta para essas perguntas, mas me pareceu ser uma discussão tão teórica... Como se tudo não passasse de conceitos e de convenções. Conceitos, convenções: classificações para que as coisas existam ou para que as coisas existentes sejam assimiladas como existentes, de fato. Nada mais que invenções da humanidade.
Está entrando no ar o blog da disciplina de Psicologia Social II do professor Marcio Acselrad. Fiquem a vontade, a casa é vossa. Postem, comentem, sugiram links, retweettem, etc. Nosso objetivo é discutir questões relacionadas ao homem em sociedade e à psicologia social em todas as suas possiveis dimensões, alem de mostrar que o estudo pode e deve ser lúdico, interativo, divertido. Sejam bem vindos.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Invenções ou descobertas?
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